sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Língua

O português de Portugal é um troço diferente demais do português falado no Brasil. E queria saber o porquê que nós não pegamos esse sotaque enrolado da muléstia que eles têm. É um tal de colocar “e” no final das palavras terminadas com R quando vão falar. “Falar” vira “Falaire”, “Ouvir” fica “Ouvire”, “tá mal” é “tá male”… e assim por diante.
Além do sotaque, também existem alguns termos diferentes. Seguem alguns exemplos:
- Casa de banho = banheiro
- Não deitar papel na sanita = Não jogar papel no vaso sanitário
- Estás a ver?? = Tá ligado, mano??
- Ya = Sim, ok
- mata-bicho ou pequeno almoço = café da manhã
- Cuia = Legal, maneiro
- Tá fixe = Tá beleza
- Puto = jovem
- Cota = velho, idoso
- Pula = branco estrangeiro, no caso, eu
- Gelado = sorvete
- Sítio = lugar
E mais um monte de coisa que não to lembrando e, como acabei de dizer, não me lembro… hehe

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Palanca

As palancas são animais nativos da região da África onde se encontra Angola. É símbolo de muitas coisas por aqui, como da TAAG (Itamarati dos ares) e da seleção angolana de futebol, os Palancas Negras.
Hoje em dia a espécie está ameaçada de extinção, pois na época da guerra civil era muito caçada para alimento por causa da escassez de outros itens. Nunca vi uma, mas falam que ainda existe.

domingo, 28 de novembro de 2010

O Pensador


O Pensador é uma estatueta símbolo de Angola, de origem Tchokwe, do norte de Angola. Ela representa a figura de um ancião. Em Angola, os idosos ocupam um estatuto privilegiado. Os mais velhos representam a sabedoria, a experiência de longos anos e o conhecimento dos segredos da vida.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pelada

Semana passada compramos uma bola no mercado e num dia desses eu, Tom e Du descemos na quadra do condomínio e chamamos a molecada angolana do condomínio para armarmos uma pelada. Vai correr assim na casa do chapéu. Parecia que a gente tava carregando um saco de café nas costas perto da garotada. Mas no fim o que valeu foi a experiência… haha

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Guerra Civil

A Guerra Civil em Angola foi iniciada logo após sua independência de Portugal em 1975, quando os três grupos que lutavam pela independência começaram a lutar entre si pelo poder. Por de trás desses grupos, a Guerra Fria (os EUA apoiavam dois dos grupos e os soviéticos e Cuba apoiavam o outro) e interesses económicos pelo petróleo e diamantes. A Guerra teve fim em 2002 com a morte de Jonas Savimbi, líder de um dos grupos.
A guerra se deu principalmente no interior do país, o que fez com que a população de Luanda se multiplicasse, pois as pessoas vinham para a cidade fugindo das batalhas nas províncias do interior. A população da cidade saltou de 400 mil para 4 milhões de habitantes.
Essa foto do tanque, tiramos no caminho de uma das praias que fomos. No interior do país ainda existem zonas com campos minados que ainda não foram desativados. Alguns de nossos motoristas foram combatentes na guerra, pegaram em armas…
Por todos esses anos de batalha dá pra entender o motivo do povo angolano ser tão desconfiado.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Praias

Até agora já conhecemos duas praias por aqui.
 Uma delas, na ilha do Mussulo, que na verdade não é uma ilha e sim um braço de mar, mas como o modo mais fácil de se chegar nela é de barco o povo chama de ilha mesmo. O lugar é legal, tem boa estrutura, com bar, espreguiçadeiras e outras frescuras, mas não tem muita cara de praia. E por ser o lugar de melhor estrutura, é lá onde vão as Patricinhas e Mauricinhos. A praia praticamente só tem estrangeiros.

A outra, em Cabo Ledo, é mais distante de Luanda. É uma praia de pescadores, não tem muita estrutura, mas tem mais cara de praia. Mas uma coisa que não tem em nenhuma das duas é onda. Praia sem onda não tem graça. Mas apesar de não ter muita estrutura como a outra, a comida é muito boa, já que os pescadores trazem nossa comida ainda viva, portanto fresquinha, para prepararem pra gente na hora. Isso inclui peixes e lagostas, que tem aos montes por aqui.

Mas no fim das contas sinto falta das praias do Brasil, com areias branquinhas, onda no mar, farofa e ambulantes vendendo batidinha, queijo coalho, milho verde e outras coisas sem a menor higiene. Isso sim é praia.